Por Paulo Gentil
Com o passar do tempo é natural que fiquemos afoitos para levantar maiores cargas na sala de musculação. Torna-se difícil desvincular o aspecto “visível” da quantidade de peso de um “invisível” aspecto qualitativo, que é o estímulo fisiológico. Isto é muito evidente em praticantes de musculação do sexo masculino (*principalmente aqueles com pouco tempo de treino ou aqueles que treinam a mais tempo e acham que são os fodões porque levantam mais peso que os outros). O problema é que eles geralmente abrem mão da técnica correta para utilizar cargas maiores, sendo a amplitude um dos fatores mais afetados. Além da visão quantitativa, existe um outro aspecto muito mais obscuro: o famoso ângulo de 90 graus. Esta angulação é usada como limite para praticamente todos os exercícios com sobrecarga, desde o agachamento até rosca tríceps, sem que nenhuma evidência científica corrobore com esta prática.
Dentre os estudos de laboratório que verificaram os maiores níveis de hipertrofia, facilmente encontramos vários que utilizam descargas elétricas em fibras alongadas, ou seja, contrações musculares a partir de ângulos elevados. Pelo que sugerem os estudos de FRIDEN et al (1988), McCULLY et al (1986) e ARMSTRONG et al (1991), a contração dos músculos a partir da posição alongada causa alongamento irregular dos sarcômeros, aumentando o potencial de ocorrência das micro lesões, que consistem na base de um dos modelos de hipertrofia mais conhecidos.








